sábado, 17 de dezembro de 2011

Os jovens e a verdade

       "Os jovens apelidam de hipocrisia qualquer tradição que não aceita seguir a sua lógica interna de fraternidade, de amor aos pobres e de união mística com Deus.
       Rejeitam qualquer valor antigo, excessivamente organizado e que não constitua um manancial de vida; não aceitam uma moral imposta de cima, uma moral esmagadora e asfixiante; querem viver e encontrar liberdade.
       Estão fartos de ver crentes a recitar preces, a assistir a ofícios religiosos, a pregar moral, mas incoerentes com eles próprios, não dando à sua vida denominada «religiosa» as provas de autenticidade exigidas pelo Deus de Amor.
       Os jovens são abertos, disponíveis, acolhedores e tolerantes.
       Querem encontrar pela frente homens de convicção, que não se deixem levar por aquilo que os outros possam pensar ou dizer a seu respeito.
       Acima de tudo, querem o que é verdadeiro. Pretendem que as pessoas sejam elas próprias, sem medo. Não as julgam por um sistema de valores ou por categorias"

Jean Vanier, em "Novas Perspectivas do Amor". Postado a partir de Abrigo dos Sábios. Imagem: Desafios. EMRC 7.º Ano.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A mais bela flor do mundo

       Havia uma jovem muito bonita que tinha tudo: um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que pagava muitíssimo bem, uma família unida. O estranho é que ela não conseguia conciliar tudo isso, o trabalho e os afazeres lhe ocupavam todo o tempo e a sua vida estava deficitária em algumas áreas. Se o trabalho consumia muito tempo, ela tirava dos filhos, se surgiam problemas, ela deixava de lado o marido...
       E assim, as pessoas que ela amava eram sempre deixadas para depois. Até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente: uma flor muito cara e raríssima, da qual havia um exemplar apenas em todo o mundo.
       E disse a ela: "Filha, esta flor vai te ajudar muito mais do que você imagina! Você terá apenas que regá-la e podá-la de vez em quando, às vezes conversar um pouquinho com ela, e ela te dará em troca esse perfume maravilhoso e essas lindas flores."
       A jovem ficou emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem igual. Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam, o trabalho consumia todo o seu tempo, e a vida, que continuava confusa, não lhe permitia cuidar da flor.
       Ela chegava em casa, olhava a flor e as folhas ainda estavam lá, não mostravam nenhum sinal de fraqueza ou morte, apenas estavam lá, lindas, perfumadas. Então ela passava direto. Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu.
       Ela chegou em casa e levou um susto! Estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas flores caídas e suas folhas amarelas. A Jovem chorou muito e contou ao seu pai o que havia acontecido. Seu pai então respondeu: "Eu já imaginava que isso aconteceria, e eu não posso te dar outra flor, porque não existe outra igual a essa, ela era única assim como seus filhos, seu marido e sua família.
       Todos são bênçãos que o Senhor te deu você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar atenção a elas, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem. Você se acostumou a ver a flor lá, sempre florida, sempre perfumada e se esqueceu de cuidar dela. Cuide das pessoas que você ama!"
       E nós? Temos cuidado das bênçãos que Deus tem nos dado?

Patriciana Gomes, in 33catolico a serviço da Igreja.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Dar banho a um leproso...

Um jornalista, entrevistando Madre Teresa, disse:
- Nem por um milhão de dólares eu daria banho a um leproso.
Ao que a Madre Teresa respondeu:
- O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso.

In Alicerces. A Civilização do amor. EMRC. Ensino Secundário.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Provérbios de Amor...

  • O amor não envelhece, morre criança.
  • O amor é um passarinho que não aceita gaiola.
  • O amor é como a Lua, quando não cresce, mingua.
  • Onde manda o amor, não há outro senhor.
  • As ausências curtas, acirram o amor; as longas, fazem-no morrer,
  • O amor dos asnos entra aos coices e sai aos bocados.
  • Quando o amor nos visita, a amizade se despede.
  • O amor novo vai e vem, mas o velho se mantém.
  • O amor olha de tal maneira que o cobre parece ouro.
In Livres para Amar. Educação Moral e Religiosa Católica, 8.º Ano. Moscavide: 2009.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Parábolas sobre o Céu e o Inferno...

       Quando frequentava o sétimo ano de escolaridade, há uns anos largos, o Livro de EMRC, trazia uma pequena história/parábola sobre o céu e o inferno:
Dois burros presos um ao outro, com dois fardos de erva, de cada lado. Cada um puxava para o seu monte e a corda não dava para que os dois chegassem ao respectivo monte em simultâneo. Cada um procurava comer do monte de erva que tinha pela frente. Resultou infrutífero. Era o inferno. Numa situação posterior, os dois burros juntaram-se e comeram primeiro de um monte e depois do outro. É o Céu. A partilha leva-nos a lucrar a todos. O egoísmo prejudica-nos a todos.
Uma outra parábola, recolhida sobre esta temática, cuja origem desconhecemos:
Pessoas com um rico manjar pela frente, à base de arroz. Uma condição: para comerem tinham que usar os pauzinhos (comer como os chineses), com dois metros de cumprimento. Cada qual tentava comer o seu manjar, sem se preocupar com o outro, apenas com a preocupação de não deixar nada. Nenhum conseguia comer. Era o inferno. A outra situação mostrava o mesmo manjar delicioso, com as pessoas, alegres e sorridentes, a estenderem a comida à pessoa que tinham à sua frente. Era o Céu. Todos conseguiam comer, saborear, apreciar o outro a comer!!! Partilha e solidariedade.
       Por vezes pequenas gestos decidem a vida e podem alterar o mundo que nos envolve. A atitude é fundamental. Uns diante das imensas dificuldades que a vida lhes coloca, lutam, lutam até vencerem. Outros, com tantas oportunidades mas que não mexem uma palha. Deixam como está. Mas como a história é dinâmica, deixar como está é contribuir para tornar o mundo pior.
       Não cabe aos outros decidir. Cabe a cada um de nós. A felicidade bate-nos à porta, tantas vezes, de tantas maneiras diferentes, em ocasiões diversas. escolhamos ser felizes com os outros. Se ainda assim for difícil, deixemo-nos surpreender por Deus...

Outros textos sobre esta temática, neste nosso blogue.
Ao procurarmos uma imagem que ilustrasse este post, encontramos a segunda imagem também blogada e talvez mais fiel à parábola original, aqui!

sábado, 26 de novembro de 2011

A Princesa que morreu por amor

       "Mack e os filhos pararam nas cataratas Multnomah… Missy implorou ao pai para que ele conte a lenda da jovem índia, filha de um chefe da tribo Multanomah…
       A história falava de uma Princesa, única filha de um pai idoso. O chefe adorava a filha e escolheu com cuidado um marido para ela: um jovem guerreiro, da tribo Clatsop, que a amava. As duas tribos juntaram-se para celebrarem as bodas; porém, antes do início da festa, uma doença terrível começou a espalhar-se entre os homens, matando muitos deles.
       Os anciãos e os chefes reuniram-se para discutir o que poderiam fazer contra a doença devastadora que dizimava rapidamente os seus guerreiros. O feiticeiro mais velho contou que o seu pai, já bem idoso e pouco antes de morrer, previra uma doença terrível que mataria os seus homens, uma doença que só poderia ser vencida se a filha de um chefe, pura e inocente, oferecesse de boa vontade a vida pelo seu povo. Para realizar a profecia, ela deveria subir voluntariamente a um penhasco sobre o Grande Rio e saltar para a morte sobre as rochas mais abaixo.
       Uma dúzia de jovens, todas filhas dos vários chefes, foram levadas à presença do Conselho. Depois de demorados debates, os anciãos decidiram que não poderiam pedir um sacrifício tão grande, sobretudo porque não sabiam se a lenda era verdadeira.
       Mas a doença continuou a espalhar-se implacavelmente entre os homens, até que, finalmente, o jovem guerreiro, o futuro esposo, caiu doente. A princesa, que o amava muito, sentiu no fundo, do coração que algo precisava de ser feito e, depois de lhe dar um breve beijo na testa, afastou-se.
       Demorou toda a noite e todo o dia seguinte para chegar ao local indicado na lenda, um penhasco altíssimo acima do Grande Rio e das terras que se estendiam a perder de vista. Depois de rezar e de se entregar ao Grande Espírito, ela cumpriu a profecia sem hesitar, saltando para a morte nas rochas mais abaixo.
       Nas aldeias, na manhã seguinte, os doentes levantaram-se saudáveis e fortes. Houve grande júbilo e comemoração, até que o jovem guerreiro descobriu que a sua noiva tinha desaparecido. À medida que a percepção do q eu acontecera se espalhava rapidamente ente entre o povo, muito empreenderam a viagem até ao lugar onde sabiam que iriam encontrá-la. Enquanto se reuniam em silêncio à volta do corpo destroçado na base do penhasco, o seu pai, tomado pelo sofrimento, gritou ao Grande Espírito, pedindo que o sacrifício dela fosse lembrado para sempre. Nesse momento, do lugar onde ela saltara começou a jorrar água, transformando-se numa névoa fina que caía aos pés deles, formando lentamente um lago maravilhoso…

       A narrativa possuía todos os elementos de um verdadeiro conto de redenção, não muito diferente da história de Jesus, que ela conhecia tão bem. Falava de um pai que amava a filha única e de um sacrifício anunciado por um profeta. Por causa do amor, a jovem decidiu dar a sua vida para salvar o noivo as tribos da morte certa.
       … Quando chegou a vez de Missy rezar, ela quis conversar com o pai:
       - Papá, por que teve ela de morrer?
       - Querida, ela não teve de morrer. Ela escolheu morrer para salvar seu povo…

       As questões sucedem-se. O Grande Espírito é Deus? Deus quis que o Seu filho morresse? Se Deus quis que a Princesa morresse, se Deus quis que Jesus Cristo morresse, então Deus é mau?
       Jesus escolheu morrer, por amor à humanidade, assim como a Princesa da lenda... Mas os mistérios do homem e de Deus continuam a ser insondáveis, mas pelo menos conhecemos um rosto que nos mostra Deus: JESUS CRISTO.

In A Cabana, de Paul Young.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Águia ou galinha

       Uma metáfora da condição humana
       Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros. Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
       - Esse pássaro não é uma galinha. É uma águia.
       - De facto – disse o camponês. É águia. Mas eu criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
       - Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
       - Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
       Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
       - Já que você de facto é uma águia, já que você pertence ao céu e não a terra, então abra suas asas e voe! A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá em baixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. O camponês comentou:
       - Eu lhe disse, ela tornou-se uma simples galinha!
       - Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
       No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no tecto da casa. Sussurrou-lhe:
       - Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe!
       Mas quando a águia viu lá em baixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
       O camponês sorriu e voltou à carga:
       - Eu não lhe disse, ela tornou-se galinha!
       - Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
       No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
       - Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!
       A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direcção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.
       Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre se mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou... voou... até se confundir com o azul do firmamento...
       E Aggrey terminou conclamando:
       - Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efectivamente galinhas. Mas nós somos águias. Por isso, companheiros e companheiras, abramos as asas e voemos.
       Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.

Leonardo Boff, in Porque evangelizar é preciso.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A águia, a gralha e o pastor

       Uma Águia, saindo do seu ninho no alto de um penhasco, capturou uma ovelha e a levou presa às suas fortes garras. Uma Gralha, que testemunhara a tudo, tomada de inveja, decidiu que poderia fazer a mesma coisa.
       Ela então voou para alto e tomou impulso, e com grande velocidade, atirou-se sobre uma ovelha, com a intenção de também carregá-la presa às suas garras.
       Ocorre que estas acabaram por ficar embaraçadas no espesso manto de lã da Ovelha, e isso a impediu inclusive de soltar-se, embora o tentasse com todas as suas forças. O Pastor das ovelhas, vendo o que estava acontecendo, capturou-a. Feito isso, cortou suas penas, de modo que não pudesse mais voar. À noite levou-a para casa, e entregou-a como brinquedo para seus filhos.
       - Que pássaro engraçado é esse?, perguntou um deles.
       - Ele é uma Gralha meus filhos. Mas se você lhe perguntar, ele dirá que é uma Águia.
Autor: Esopo

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A importância do amor...

A inteligência sem amor torna-te perverso.  
A justiça sem amor faz-te implacável.
A diplomacia sem amor torna-te hipócrita.   
O êxito sem amor faz-te arrogante.   
A riqueza sem amor torna-te avarento.   
A docilidade sem amor faz-te servil.   
A beleza sem amor faz-te ridículo.   
A autoridade sem amor torna-te tirano.   
O trabalho sem amor faz-te escravo.   
A simplicidade sem amor deprecia-te.
A lei sem amor torna-te escravo.   
A política sem amor faz-te prepotente.
A fé sem amor torna-te fanático.   
A vida sem amor… não tem sentido.

Autor desconhecido, in Livres para Amar. Manual de EMRC do 8.º Ano.

domingo, 13 de novembro de 2011

Pedacinho de Deus - 6.º Ano

Se sentes dentro de ti
A vontade de amar
Em gestos que criam fontes
A audácia de sonhar
Mais longínquos horizontes
E o apelo a escalar
Cada vez mais altos montes
Cada vez mais altos montes
Então ...
(Refrão)
Tens em ti um pedacinho de Deus
Tens rumos certos no coração
Desperta o sonho, tens em ti os céus
Liberta a vida da palma da mão
Faz desses rumos os caminhos teus
De Jesus recebeste,recebeste, esta missão
Se sentes dentro de ti
Sempre a sede de gritar
O nome da liberdade
A coragem de falar
A palavra da verdade
E a servir, participar
Na construção da cidade
Na construção da cidade
Então ...
Se sentes dentro de ti
O silêncio inspirar
A paz ao teu coração
Chamando-te a enfrentar
A vida com decisão
E teimas acreditar
Na esperança de um mundo novo
Na esperança de um mundo novo
Então ...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A lição da CRIANÇA sobre o amor!

       Numa sala de aula, havia várias crianças.
       Quando uma delas perguntou à professora:
       - Professora, o que é o amor?
       A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor.
       As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse:
       - Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.
       A primeira criança disse:
       - Eu trouxe esta flor, não é linda?
       A segunda criança falou:
       - Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.
       A terceira criança completou:
       - Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha?
       E assim as crianças foram se colocando.
       Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo. Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido. A professora se dirigiu a ela e perguntou:
       - Meu bem, por que você nada trouxe?
       E a criança timidamente respondeu:
       - Desculpe, professora. Vi a flor e senti o seu perfume. Pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse pôr mais tempo. Vi também a borboleta, leve, colorida. Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas, ao subir na árvore, notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho. Portanto professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho. Como posso mostrar o que trouxe?
       A professora agradeceu a criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora à única que percebera que só podemos trazer o amor no coração.

Autor desconhecido, in Nova Civilização.

sábado, 5 de novembro de 2011

Perto da fogueira - estória para refletir...

       Era uma vez um grupo de jovens. Estavam sentados numa floresta, a conversar.
       Quando a noite os cobriu com o seu negro manto, fazia frio. Juntaram alguma lenha e com ela acenderam uma fogueira.
       Estavam sentado e bem juntos, enquanto o fogo os aquecia e a claridade da chama iluminava os seus rostos.
       Um deles, a um certo momento, não quis conviver mais tempo com os seus companheiros. Pegou num tição ardente da fogueira e foi para um lugar distante dos outros.
       O seu tição, no princípio, brilhava e aquecia. Mas não foi preciso muito tempo para se apagar.
       O jovem foi submergido pela escuridão e pelo frio da noite. Pensou uns momentos, pegou no seu tição apagado e foi juntar-se aos companheiros. Estes acolheram-no fraternalmente.
       Meteu o tição apagado na fogueira comum e este voltou a acender-se. A claridade da chama iluminava de novo o seu rosto. Passou da tristeza à alegria.

in Revista Juvenil, n.º 549, novembro 2011.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Carla Muro: a vida que deu mais uma vida

       Depois de ter dado à luz um menino, a professora Carla Loureiro Muro, entrou em coma e viria a falecer, com 34 anos de idade. Entretanto, com muitos amigos, professores, colegas, das várias escolas onde trabalhou, familiares, a paróquia de Pegarinhos, Alijó, viu encher a sua Igreja Paroquial para rezar por ela. Como referido na celebração, uma vida por outra, deu ao mundo um vida e foi elevado ao Céu, donde velará pelos seus meninos.
       Que Deus a tenha em eterno descanso e que os seus familiares possam sentir a força da fé e da oração de tantos que se uniram nesta hora de dor e de tristeza.
       Nos últimos anos, a Escola EB 2,3/S Abel Botelho de Tabuaço fez parte da sua vida, numa dedicação reconhecida aos meninos e meninas do ensino especial, sempre com um sorriso generoso para todos, com muito profissionalismo e alegria.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Taj Mahal - uma história de amor

       Umas das 7 maravilhas do mundo, praticamente todos já o viram em inúmeras fotografias, mas o que poucos sabem, é a história que está por detrás deste inigualável monumento. O Taj Mahal, é não mais do que uma ode ao amor e representa toda a eloquência que este sentimento pode ser. Durante séculos, o Taj Mahal inspirou poetas, pintores e músicos que tentaram capturar a sua magia em palavras, cores e música. Viajantes cruzaram continentes inteiros para ver esta esplendorosa beleza, sendo poucos os que lhe ficaram indiferentes.

Como todas as histórias, esta também começa da mesma maneira...
       Era uma vez um príncipe chamado Kurram que se enamorou por uma princesa aos 15 anos de idade (tendo ela 14 anos de idade). Reza a história que se cruzaram acidentalmente mas seus destinos ficaram unidos para todo o sempre. Após uma espera de 5 anos, durante os quais não se puderam ver uma única vez, a cerimónia do casamento teve lugar do ano de 1612, na qual o imperador a rebaptizou de Mumtaz Mahal ou "A eleita do palácio". O Príncipe, foi coroado em 1628 com o nome Shah Jahan, "O Rei do mundo" e governou em paz.
       Quis o destino que Mumtaz não fosse rainha por muito tempo. Ao dar à luz o 14º filho de Shah Jahan, morreu aos aos 39 anos em 1631. 
       O Imperador ficou tremendamente desgostoso e inconsolável e, segundo crónicas posteriores, toda a corte chorou a morte da rainha durante 2 anos. Durante esse período, não houve música, festas ou celebrações de espécie alguma em todo o reino.
       Shah Jahan ordenou então que fosse construído um monumento sem igual, para que o mundo jamais pudesse esquecer. Não se sabe ao certo quem foi o arquitecto, mas reuniram-se em Agra as maiores riquezas do mundo. O mármore fino e branco das pedreiras locais, Jade e cristal da China, Turquesa do Tibet, Lapis Lazulis do Afeganistão, Ágatas do Yemen, Safiras do Ceilão, Ametistas da Pérsia, Corais da Arábia Saudita, Quartzo dos Himalaias, Ambar do Oceano Índico. Taj Mahal Arte Poesia Monumento Sete Maravilhas Agra India Surge assim o Taj Mahal.
       O seu nome é uma variação curta de Mumtaz Mahal.. o nome da mulher cuja a memória preserva. O nome "Taj", é de origem Persa, que significa Coroa. "Mahal" é arábico e significa lugar.
       Devidamente enquadrado num jardim simétrico, tipicamente muçulmano, dividido em quadrados iguais cruzado por um canal ladeado de ciprestes onde se reflecte a sua imagem mais imponente. Por dentro, o mausoléu é também impressionante e deslumbrante. Na penumbra, a câmara mortuária está rodeada por finas paredes de mármore incrustado com pedras preciosas que forma uma cortina de milhares de cores. A sonoridade do interior, amplo e elevado é triste e misterioso, como um eco que soa e ressoa sem nunca se deter. Sobre o edifício surge uma cúpula esplendorosa, que é a coroa do Taj Mahal. Esta é rodeada por quatro cúpulas mais pequenas, e nos extremos da plataforma sobressaem quatro torres que foram construídas com uma pequena inclinação, para que em caso de desabamento, nunca caiam sobre o edifício principal.
       Os arabescos exteriores são desenhos muçulmanos de pedras semi preciosas incrustadas no mármore branco, segundo uma técnica Italiana utilizada pelos artesãos hindus. Estas incrustações eram feitas com tamanha precisão que as juntas somente se distinguem à lupa. Uma flor de apenas sete centímetros quadrados, pode ter até 60 incrustações distintas. O rendilhado das janelas foi trabalhado a partir de blocos de mármore maciço.
       Diz-se que o imperador Shah Jahan queria construir também o seu próprio mausoléu. Este seria do outro lado do rio. Muito mais deslumbrante, muito mais caro, todo em mármore preto, que seria posteriormente unido com o Taj Mahal através de uma ponte de ouro. Tal empreendimento nunca chegou a ser levado a cabo. Após perder o poder, o imperador foi encarcerado no seu palácio e, a partir dos seus alojamentos, contemplou a sua grande obra até à morte. O Taj Mahal foi, por fim, o refúgio eterno de Shah Jahan e Mumtaz Mahal.
       Posteriormente, o imperador foi sepultado ao lado da sua esposa, sendo esta a única quebra na perfeita simetria de todo o complexo do Taj Mahal.
       Após quase quatro séculos, milhões de visitantes continuam a reter a sua aura romântica... o Taj Mahal, será para todo o sempre um lágrima solitária no tempo.

Postado a partir de: OBVIOUS.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

I want to tell you about my feelings

QUERO FALAR CONTIGO SOBRE OS MEUS SENTIMENTOS [1]
       Quero falar contigo sobre os meus sentimentos. Foi assim que a comunicação começou.
       Comunicar é como jogar a bola. Eu atiro a bola e tu apanha-la. E outra vez: eu atiro a bola…
       “Eu quero falar contigo sobre os meus sentimentos”. Foi assim que a comunicação começou. Tal como precisamos de lançar a bola de uma lado para o outro para que haja jogo, nós, para comunicar, precisamos de falar de uns para com os outros sobre os nossos sentimentos.
       Se vós estiverdes demasiadamente perto, ou se estiverdes demasiadamente longe um do outro, não é fácil jogar à bola. Se vós estiverdes demasiadamente perto, ou demasiadamente longe, da pessoa a quem amam, ou do vosso amigo, ou do vosso filho, ou dos vossos pais, não é fácil comunicar.
       A comunicação não começa com as duas pessoas a falar ao mesmo tempo. De um lado ou do outro tem de partir o primeiro movimento. Alguém tem de lançar primeiro a bola.
       Mas tu podes não querer ser o primeiro a atirar a bola – talvez queiras esperar que alguém te atire a bola. (Porque quando a atiras e ninguém a apanha, ficas infeliz). Há ocasiões em que, sem o esperares, és rejeitado. Há ocasiões em que, quando atiras a bola, porque queres jogar com outra pessoa, essa pessoa atira-a para outra.
       Desde muito cedo que nos habituámos a ter algumas pessoas que não ouvem o que dizemos. "Agora estou muito ocupado", dizem. "Falamos mais tarde, está bem?" Por isso, acabamos por pensar: "Não tem importância o que eu possa dizer". É por isso que é preciso ter coragem para ser o primeiro a atirar a bola.
       Às vezes ganhaste finalmente coragem para lançar a bola a outra pessoa só para a ver lançá-­la para longe. Alguma vez isto aconteceu contigo? Ou então tu lanças a bola a partir do teu coração, só para que a pessoa a quem a lançaste lhe dê um pontapé... Alguma vez isto aconteceu contigo?
       Ou então tu lanças uma bola com meio metro de diâmetro, mas, quando ela volta para ti, só tem alguns centímetros... Alguma vez isto aconteceu contigo?
       Alguma vez disseste para ti mesmo "Em vez de ser eu a lançar a bola e ser infeliz, é melhor não lançar a bola; espero que alguém me lance a bola"? Mas, e se ninguém te atira a bola…?
       Tu não és o único que foste surpreendentemente rejeitado, que já recebeu uma bola devolvida, que é infeliz. Talvez tu já tenhas dado também alguns pontapés na bola, e feito alguém infeliz, e nem saibas que o estás a fazer. Todos nós queremos que apanhem as nossas bolas. Todos nós queremos que as pessoas ouçam o que temos para dizer. Todos nós queremos que as pessoas percebam que nós existimos.
       Quem é que no mundo vai aceitar todas as pessoas que querem ser aceites?
       Se a pessoa a quem atiraste a bola do coração a apanha, e se tu apanhas a bola que essa pessoa te atirou do coração, então uma fase da comunicação foi preenchida.
       Mas algumas vezes nós sentimos que "Ele não a apanhou da maneira que eu queria!", ou que "Não tenho possibilidade de apanhar a bola que ele me atirou!", Nós temos muitas formas como estas de falta de comunicação.
       Quando se acumulam momentos de falta de comunicação, as nossas emoções ficam instáveis. Nós ficamos aborrecidos, preocupados, zangados, com preconceitos, hostis. De vez em quando, explodimos... Depois, aos poucos e poucos, começamos a não sentir nada... E, mais cedo ou mais tarde, estamos sozinhos.
       Se a pessoa a quem atiraste a bola não a apanhou da maneira que tu querias, não culpes essa pessoa. Talvez ela não seja muito boa a jogar a bola. Talvez ela estivesse nervosa, e a sua mão tenha deslizado. Talvez a tua bola fosse demasiado pesada.
       Se o teu chefe, ou os teus pais, ou o teu companheiro nunca te deixam dizer o que queres, como te sentes? Se houver três ou quatro bolas que são atiradas para ti ao mesmo tempo, como te sentes?
       Medes a tua capacidade de comunicar através da reacção da pessoa com quem estás a tentar comunicar. Mesmo que não o queiras admitir.
       Há uma maneira boa e uma maneira má de comunicar. Trocar comunicação é uma maneira boa de comunicar. Não trocar comunicação é uma maneira má de comunicar. Igualmente má, é trocar alguma coisa que é parecida com comunicação – mas que não é realmente comunicação.
       O que significa ser parecido com comunicação? Só falar do tempo, ou de desporto, ou do sexo oposto, é parecido com comunicação. Só falar do que fazes na vida (como alguém mais velho, como professor, como jovem, como marido, como mulher) é parecido com comunicação. Quando trocas alguma coisa parecida com comunicação, não tens de te preocupar por te sentires só, ou sentires dor. Não tens de te preocupar com sentimentos ou argumentos inesperados. Mas também não tens a experiência de uma alegria inesperada – ou a sensação de estar realmente vivo.
       Se o comportamento da pessoa com quem estás a comunicar não muda, isso significa que realmente aí não houve comunicação. Houve apenas conversa social. A verdadeira comuni­cação leva sempre a novos comportamentos.
       Há uma diferença entre comunicar com as pessoas e simplesmente confirmar a relação com essas pessoas. As relações tornam-se rígidas. A comunicação muda isso.
       Que tipo de relações queres ter?
       Uma das razões para a existência de problemas na comunicação é que, quando dizes ser amigo de alguém, com que estás mesmo preocupado é em mostrar a essa pessoa que és melhor do que ela.
       Que tipo de relação queres ter com outra pessoa? Uma relação unilateral? Queres que se igno­rem uma à outra? Ou queres jogar "contra a parede"? Ou queres conservar os teus sentimentos fechados dentro de ti?
       "Se ao menos eu fosse melhor do que aquela pessoa", dizes tu. Sem se perceber, muitas vezes usamos a comunicação como uma forma de competição. Mas, mete isto na tua cabeça: o preenchimento da fase seguinte da comunicação vem daquilo a que se pode chamar aceitação. As pessoas mudam o seu comportamento quando se sentem aceites.
       Gostar de outra pessoa não é necessariamente aceitá-la. Se houver uma pessoa de que tu não gostes, primeiro aceita o "tu" que não gosta dessa pessoa. O grau em que tu aceitas outra pessoa coincide exactamente com o grau com que te aceitas a ti.
       Aceitar é ouvir o que a outra pessoa tem para dizer.
       "Eu quero falar sobre os meus sentimentos", podes dizer, "mas ninguém me ouve". Tu não és a única pessoa que pensa assim muitas vezes. De facto, isto é o que acontece sempre que as pessoas tentam usar a comunicação para competir, em vez de ser para aceitar.
       Enquanto pensares que a tua capacidade de comunicar é a tua capacidade de falar, nunca poderás experimentar a sensação de estar com outra pessoa. A tua capacidade de comunicar depende da tua capacidade de fazer com que a outra pessoa fale – e a tua capacidade de ouvir o que essa pessoa está a dizer. Ouvir só é ouvir quando se escuta tudo o que o outro está a dizer, sem julgar ou negar, ou comparar essa pessoa contigo.
       Se estiveres realmente a ouvir, e se estiveres preparado para aceitar, será fácil para a outra pessoa falar. Mesmo se a bola for difícil de apanhar, ou tiver sido atirada com pouca força, se fizeres o melhor que puderes para a apanhar... tu consegues.
       Não consegues apanhar uma bola se só ficares à espera. Se estás realmente preparado para aceitar, dá um passo em frente. Usa o teu corpo todo. Estica a tua mão e aceita o que está mesmo à tua frente.
Se achas que aceitar outra pessoa quer dizer concordar com tudo o que ela diz ou faz, a aceitação não será fácil.
       Aceitar significa ouvir tudo o que a outra pessoa tem para dizer e dar-lhe valor.
       Se houver aceitação, pode-se pensar de maneira diferente, ter interesses diferentes, sentimentos diferentes – e mesmo assim estar junto.
       Quando a aceitação acontece, foi preenchido um novo estádio da comunicação. Quando um estádio da comunicação foi preenchido, sentimo-nos aliviados.
       Quando duas pessoas se conhecem, estão as duas ansiosas. O problema não é a ansiedade. O problema surge quando se tenta esconder isso. Estás tão preocupado com a forma como vais atirar a bola que ignoras a preocupação e tentas agir como se não estivesses ansioso. Estás tão preocupado com a forma como apanhas a bola que ignoras a preocupação e ages como se não estivesses ansioso. No momento em que paras de agir como se nada estivesse errado, tu aceitas-te a ti próprio. Só depois de te teres aceitado a ti próprio é que a verdadeira comunicação acontece.
       "Quero falar contigo sobre os meus sentimentos". No momento em que te começas a sentir assim, começas a atirar bolas que são fáceis de apanhar. (É impossível para uma pessoa que não tenha jogado muito a bola apanhar bolas rápidas e curvas, mesmo que ela queira. Se a pessoa com quem estás a jogar não estiver pronta para aceitar, atira a bola de uma maneira suficientemente fácil para que ela a possa apanhar.)
       Nós vivemos através da comunicação. Quando a tua comunicação muda com outra pessoa, a tua relação muda com todas as outras pessoas também. A tua relação com o teu trabalho e as relações na tua vida mudarão também. E a tua relação contigo mudará também.
       "Quero ouvir-te falar sobre os teus sentimentos".
       É assim que a comunicação começa.
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[1] ITOH, MAMORU (1992), I want to tell you about my feelings, translated by Leslie M. Nielsen, William Morrow and Company, Inc., NY. Traduzido do inglês por Helena Gil da Costa (2002).

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Prémio Abel Botelho 2011

       Como em anos anteriores, o dia 23 de Setembro será dedicado à Escola, com o Prémio Abel Botelho, premiando os melhores alunos do Concelho. Este ano será marcado pela inauguração do Centro Escolar de Tabuaço.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mensagem de Bento XVI para a JMJ - Madrid 2011


terça-feira, 19 de julho de 2011

Uma esposa para Isaac: Rebeca - Gn 24, 32-66

       A jovem, cujo nome era Rebeca, ficou surpreendida com os presentes que lhe haviam sido oferecidos. Sem fôlego com tanto entusiasmo, correu para contar à sua mãe.
        “Escutai! O homem deu-me jóias em ouro e perguntou-me se podia visitar o Pai. Certamente isso só pode significar uma coisa” – exclamou ela.
       O irmão de Rebeca, Labão, tinha reparado nas jóias e apressou-se a sair para saber o que se passava. Ele e o seu pai ouviram o servo contar a tarefa que lhe tinha sido destinada: encontrar uma esposa a pedido do seu parente Abraão.
       “Bom, é realmente espantoso que Deus vos tenha guiado até nós” – concordaram ambos. “Deve fazer parte do desígnio de Deus que a nossa Rebeca case com o filho do vosso amo”.
       “Assim é” – disse o servo. “Lembrai-vos que o meu amo é um homem rico e que me providenciou tudo o que possa ser necessário para tratar dos preparativos”. Exibiu presentes esplêndidos para a família e as jóias de ouro e roupas mais refinadas para Rebeca.
       O pai e o irmão de Rebeca acenaram com a cabeça. “Estamos contentes com a oferta” – disseram. “Agora temos de perguntar a Rebeca o que pensa”. Rebeca ficou radiante. “Teria todo o gosto em ir convosco e conhecer esse jovem assim que quiserdes!” – disse ela.
       Com a bênção da sua família, Rebeca e alguns dos seus servos prepararam-se para viajar para Canaã com o servo de Abraão. Meio alegres, meio tristes, montaram os camelos e acenaram em despedida.
       Isaac ficou radiante com a chegada da sua futura noiva. Pouco tempo depois, descobriu que também estava apaixonado por ela.

Mónica Aleixo, in Boletim Voz Jovem, Julho 2011.

sábado, 16 de julho de 2011

O que podemos aprender com os cães!

  1. Nunca deixes passar a oportunidade de sair para um passeio.
  2. Experimenta a sensação do ar fresco e do vento na tua face por puro prazer.
  3. Quando alguém que amas se aproxima, corre para o saudar.
  4. Quando houver necessidade, pratica a obediência.
  5. Deixa os outros saberem quando invadirem o teu território.
  6. Sempre que puderes tira uma soneca e espreguiça-te antes de te levantares.
  7. Corre, pula e brinca diariamente.
  8. Come com gosto e entusiasmo mas pára quando estiveres satisfeito.
  9. Sê sempre leal.
  10. Nunca pretendas ser algo que não és.
  11. Se o que desejas está enterrado, cava até encontrares.
  12. Quando alguém estiver a passar por um mau dia, fica em silêncio, senta-te próximo e, gentilmente, tenta agradá-lo.
  13. Evita morder quando apenas um rosnado resolver.
  14. Nos dias mornos, deita-te de costas sobre a relva.
  15. Nos dias quentes, bebe muita água e descansa debaixo de uma árvore frondosa.
  16. Quando estiveres feliz, dança e balança todo o teu corpo.
  17. Não importa quantas vezes fores censurado, não assumas a culpa que não tiveres e não fiques amuado... corre imediatamente de volta para teus amigos. 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Invisíveis mas não ausentes

       Victor Hugo, grande pensador, deixou algumas frases significativas sobre o que significava a morte e a passagem para outra vida, para além do tempo e da história...

sábado, 2 de julho de 2011

Olhando só para Ele, o Mestre dos Mestres

       Conta-se que Ciro, rei da Pérsia, durante uma de suas campanhas venceu e aprisionou um príncipe da Líbia. O príncipe foi levado ao rei vencedor juntamente com sua esposa e filhos.
Ciro perguntou-lhes:
       - Que me dás se te conceder a liberdade?
       - A metade do meu reino – foi a resposta.
       - E se der a liberdade, também, a teus filhos?
       - Entrego-te, nesse caso, a outra metade do meu reino.
       - Que me darás, então, pela liberdade de tua esposa? – tornou o rei persa.
       O príncipe percebeu que tinha agido precipitadamente ao oferecer tudo o que tinha, esquecido de sua companheira; depois de meditar um momento declarou com firmeza:
       - Entrego-me a mim mesmo pela liberdade de minha esposa.
       O grande rei ficou tão surpreso ao ouvir esta resposta que concedeu liberdade a toda a família sem exigir resgate nem fiança.
       Ao regressar a casa, perguntou o príncipe à sua esposa se não havia reparado na fisionomia serena e altiva do soberano persa.
       A delicada esposa respondeu:
       - Não olhei absolutamente para nada, porque tinha os meus olhos fixos naquele que estava disposto a dar-se a si mesmo pela minha liberdade.
Felizes seríamos se esta resposta pudesse ser a confissão dos nossos corações ao nos referirmos a Cristo! Esforcemo-nos para que os nossos olhos estejam sempre fixos naquele que, não somente estava disposto a entregar-se por nós, mas que realmente sacrificou sua vida para salvar-nos. Que nossa atenção se fixe em Cristo de tal modo que não tenhamos ocasião de olhar para o mundo, nem para as faltas e defeitos de nossos irmãos. Certo é que se assim o fizermos seremos transformados, como diz São Paulo, à imagem de Sua glória.
Lendas do Céu e da Terra – autor D., in Almas Castelos.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Uma esposa para Isaac - Gn 24,1-31

       Quando Isaac era ainda um jovem, a sua mãe Sara morreu. Abraão fez-lhe um enterro com grande respeito. Então, começou a pensar no futuro. O que iria acontecer a toda a sua riqueza? O que iria ser de Isaac?
       Chamou um servo: “Vinde aqui! Quero que façais uma promessa solene com o Senhor como nossa testemunha. Ide ter com os meus familiares na minha terra natal e procurai entre eles uma moça para esposa de Isaac. Trazei-a de volta para aqui, para Canaã.
       O servo, obediente, concordou, mas, enquanto ele e a caravana de camelos avançavam pelas estradas poeirentas, começou a preocupar-se com a promessa que havia feito. “Ó Senhor” – rezou – “ajudai-me a cumprir esta tarefa”.
       Quando chegou à cidade à qual tinha sido enviado, tinha delineado um plano. “Ó Senhor – disse ele – aqui me tendes no poço, onde as jovens virão buscar água. Pedirei a uma delas para beber. Se ela disser que trará água para os meus camelos, tomarei isto como sinal de que é a moça certa para Isaac”.
       Antes de terminar a sua oração, uma jovem chegou com o seu cântaro. Ele aguardou até que ela o enchesse e depois pediu-lhe para beber.
       “Claro que sim – respondeu ela –, depois, irei buscar água para os vossos camelos”.
       Tudo tinha corrido de modo perfeito. Depois de cumprir a sua tarefa, o servo trouxe jóias de ouro. “Este é um presente para vós – disse ele –, mas tenho mais perguntas a fazer-vos. Qual é o nome do vosso pai? Existe espaço na sua casa para me receber como hóspede?”
       A moça deu a sua resposta, e esta foi exactamente aquilo que o servo queria ouvir: a família da moça era constituída por parentes do próprio Abraão e o servo foi bem acolhido junto deles.

Mónica Aleixo, in Boletim Voz Jovem, Junho 2011.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Bem-aventuranças: check-up

       Medi a tensão arterial e verifiquei que estava baixa de ternura.
       Ao medir a temperatura, o termómetro registou 40 graus de egoísmo.
       Fiz um electrocardiograma e vi que o coração não estava a bater com regularidade, com picos de ódio.
       Passei pela ortopedia, pois estava com dificuldade em caminhar em direcção ao irmão que ofendi.
       Fui ao oftalmologista e vi como sofro de miopia, pois não sou capaz de ver o invisível.
       Ao examinar os ouvidos, verifiquei que necessitavam de uma limpeza, para escutarem bem a Palavra de Deus.
       Não fui à farmácia, mas mediquei-me a partir das propostas do Evangelho que passou a ser o meu livro de cabeceira. Percebi que Jesus veio para que tenhamos vida em abundância.

in PEDROSA FERREIRA, As Bem-aventuranças, Hoje.

sábado, 21 de maio de 2011

Qual dos seus filhos ama mais?

       Um dia perguntei a uma mãe:
       - Qual dos seus filhos ama mais?
       Ela respondei-me:
       "- Gosto daquele que partiu para longe, desejando que regresse o mais depressa a casa.
       - Gosto daquele que está doente no hospital, desejando que recupere o mais depressa a saúde.
       - Gosto daquele que anda aflito com um grande problema, não descansando enquanto não o resolver.
       - Gosto daquele que está na prisão, visitando-o e desejando que recupere depressa a liberdade.
       - Gosto daquele que se porta mal, rezando todos os dias para que se arrependa e mude de vida.
       - Gosto daquele que sofre por ser deficiente, a quem dou todo o meu amor de mãe para que se sinta feliz.
       - Gosto daquele que me faz derramar lágrimas de sofrimento, pois seu que necessita de mim".

in Revista Juvenil, n.º 546, Maio 2011.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O Milagre... por um dólar e onze cêntimos!

       Um menino tinha um tumor no cérebro. Os pais eram pobres mas fizeram tudo por tudo para o salvar.
       Um dia, o pai disse à mãe em lágrimas:
       - Não há mais nada a fazer. Só um milagre o pode salvar.
       A irmãzinha, a um canto, escutava tudo. Sem nada dizer, correu imediatamente para a farmácia e esperou a sua vez para ser atendida. O farmacêutico perguntou-lhe:
       - Que desejas, menina?
       - Tenho um irmão que está muito doente e venho comprar um milagre.
       - Que dizes?
       - Chama-se André e tem uma coisa que lhe cresce na cabeça. Dizem que só um milagre o pode salvar. Tenho aqui todo o meu dinheiro para comprar um milagre.
       - Minha menina, aqui não vendemos milagres.
       Estava na farmácia um homem alto e elegante, que parecia interessado na conversa. Aproximou-se da menina e perguntou-lhe:
       - Por que choras?
       - Precisava de um milagre para o meu irmãozinho. Tenho aqui o dinheiro para o pagar.
       - Quanto tens?
       - Um dólar e onze cêntimos.
       - É precisamente o que custa o milagre para o teu irmãozinho. Leva-me a tua casa que eu quero vê-lo, e também aos teus pais.
       Esse homem era o professor doutor Carlton Armstrong, um dos grandes neurologistas mundiais. Levou o menino para o hospital, operou-o e, passado algum tempo, estava curado.
       A mãe disse:
       - Esta operação foi um verdadeiro milagre. Deve ter custado muito! Quanto custou, senhor doutor?
       - Já está paga!
       A menina sorriu sem nada dizer. Tinha custado um dólar e onze cêntimos e, naturalmente, a bondade desse grande neurologista.

in Revista Juvenil, n.º 546. Maio 2011.

domingo, 8 de maio de 2011

Pai: estou a ver-te, todos os dias!

       Esta é uma belíssima carta de um filho para um pai, poderia ser de um aluno para um professor, de um discípulo para um mestre.

Postado a partir de Padres Inquietos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Miriam Fernandez canta a própria vida!

       Filha de uma jovem adolescente, que resistiu a fazer um aborto, Miriam Fernandez nasceu, com parelesia cerebral, e foi entregue para a adopção, para ter os cuidados que necessitava e que a mãe biológica não lhe poderia dar.
       Tornou-se conhecida depois de ganhar a segunda edição do concurso da Telecinco, canal de televisão de Espanha, "Tú sí que vales". A partir de então tem participado em muitas em iniciativas de promoção da vida humana, contra o aborto. Também ela, se a mãe seguisse os conselhos não teria visto a luz do dia, mas a vontade da sua mãe biológica foi mais forte e Miriam nasceu para testemunhar agora que a pessoa tem a mesma dignidade ainda que com algum tipo de deficiência.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Rádio Renascença: a Beatificação João Paulo II

O mestre e o escorpião

       «Um mestre do Oriente passeava junto ao rio, quando viu que um escorpião se estava a afogar e decidiu tirá-lo da água; mas quando o fez, o escorpião picou-o. Numa reacção instintiva à dor provocada pela picada, o mestre largou o animal que voltou a cair à agua e rapidamente se estava a afogar. O mestre tentou novamente salvá-lo, mas voltou a ser picado.
       Alguém que estava a observar a cena aproximou-se do mestre e disse-lhe:"Desculpe-me, mas o senhor é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?"
       O mestre respondeu: "A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar”. Então, com a ajuda de uma folha, o mestre tirou o escorpião da água e salvou a sua vida.»

Autor desconhecido, in Abrigo dos Sábios.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A "outra" poluição... bem mais destrutiva!

       O professor mandou redigir um texto acerca da poluição. De facto, é um assunto muito actual, sobretudo nas cidades. As pessoas continuam a poluir a atmosfera com o anidrido de carbono, a poluir a terra com os pesticidas, a poluir as águas com as descargas poluentes das fábricas.
       Os alunos foram à internet e apresentaram trabalhos sem originalidade. Apenas um deles viu a poluição de outra maneira. Escreveu ele:
       "Polui o egoísta que só pensa em si mesmo. Polui o preguiçoso que é um parasita. Polui o marido que trata a esposa como escrava. Polui quem faz mal em vez de fazer o bem. Polui quem anda na vida sempre envinagrado em vez de irradiar alegria. Polui o corrupto que enriquece à custa do povo. Polui o jornalista que divulga mentiras e difama as pessoas".
       O professor gostou deste texto, que serviu de motivação para toda a turma dialogar.

In Revista Juvenil, n.º 545, abril de 2011.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Desigualdades Sociais - trabalho do 10.º ano

       Trabalho de EMRC, 10.º ano de escolaridade, Escola EB 2,3/S Abel Botelho de Tabuaço, no âmbito da Unidade Lectiva: "Ética e Economia":

terça-feira, 5 de abril de 2011

Organização Interna da Bíblia (4) - trabalho do 8.º ano

       Trabalho de EMRC, sobre a Bíblia e a sua estrutura interna. 8.º ano de escolaridade:

Organização Interna da Bíblia (3) - trabalho do 8.º ano

       Trabalho de EMRC, sobre a Bíblia e a sua estrutura interna. 8.º ano de escolaridade:

Organização Interna da Bíblia (2) - trabalho do 8.º ano

       Trabalho de EMRC, sobre a Bíblia e a sua estrutura interna. 8.º ano de escolaridade:

Organização Interna da Bíblia - trabalho do 8.º ano

       Trabalho de EMRC, sobre a Bíblia e a sua estrutura interna. 8.º ano de escolaridade:

segunda-feira, 28 de março de 2011

Budismo - trabalho do 7.º Ano

        Trabalho de grupos sobre as religiões abraâmicas, pelos alunos do 7.º  Ano, da Escola EB 2,3/S Abel Botelho de Tabuaço, na disciplina de EMRC. No caso específico, o trabalho é sobre budismo e não sobre as religiões abraâmicas.
       O Budismo:

terça-feira, 22 de março de 2011

Doutrina Social da Igreja - animação

       Uma das Unidades Lectivas do Ensino Secundário - Ética e Economia - aborda a Doutrina Social da Igreja, DSI. O 10.º Ano de Escolaridade, da Escola EB 2,3/S Abel Botelho está neste momento com esta Unidade Lectiva, onde se aborda especificamente a DSI.
       Segue-se, em desenhos animados, um vídeo esclarecedor sobre a DSI, sobre os temas políticos, as preocupações da Igreja e como os políticos adequam as suas mensagens em conformidade com os votos que poderão abordar...

terça-feira, 1 de março de 2011

Islamismo - trabalho do 7.º Ano

       Trabalho de grupos sobre as religiões abraâmicas, pelos alunos do 7.º Ano, da Escola EB 2,3/S Abel Botelho de Tabuaço, na disciplina de EMRC.
       O Islamismo:

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Cristianismo - trabalho do 7.º ano

       Trabalho de EMRC, da Escola EB 2,3/S ABel Botelho de Tabuaço, realizado em grupos, no 7.º ano de escolaridade, sobre as religiões abraâmicas.
       O Cristianismo:

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Judaísmo - trabalho do 7.º Ano

  Trabalho de EMRC, da escola EB 2,3/S Abel Botelho de Tabuaço, sobre as religiões Abraâmicas, que integram o programa do 7.º Ano de escolaridade.
       Judaísmo:

Cristianismo - trabalho do 7.º Ano

       Trabalho de EMRC, da escola EB 2,3/S Abel Botelho de Tabuaço, sobre as religiões Abraâmicas, que integram o programa do 7.º Ano de escolaridade.
       Cristianismo: