Para uma maior interactividade na disciplina de EMRC, na Escola EB 2,3/S Abel Botelho. de Tabuaço. O blogue terá temas relacionados com a Educação Moral e Religiosa Católica e com todos os assuntos envolventes..
sexta-feira, 18 de abril de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
Perante a adversidade... cenoura, ovo e café...
Uma filha queixou-se à mãe que
sua vida era difícil. Já não sabia o que fazer. Estava cansada de lutar
contra as dificuldades.
A mãe,
em vez de lhe responder com palavras de ânimo, conviou a acompanhá-la à
cozinha. Depois encheu três panelas com água e colocou-as ao fogão.
Numa delas pôs cenouras; na outra, ovos, e na última, pó de café.
Sem nada dizer, deixou que tudo fervesse.
Cerca de vinte minutos depois, desligou o fogão. Retirou cuidadosamente
o que estava dentro e colocou cada coisa na sua tigela.
Em seguida, voltando-se para a filha, perguntou-lhe:
- o que vês aqui?
Ela disse:
- Cenouras, ovos e café.
A mãe pediu-lhe que pegasse nas cenouras. Ela notou que estavam macias.
Pediu-lhe depois que descascasse um ovo. Ela verificou que ele endurecera com a fervura.
Finalmente, pediu-lhe que bebesse um pouco de café. Ela gostou e sorriu. Depois perguntou:
- Mãe, o que é que significa tudo isto?
A mãe explicou que cada um desses produtos tinha enfrentando a mesma
adversidade, mas cada um deles tinha reagido de maneira diferente.
Perguntou-lhe então:
- Qual deles és tu? És como a cenoura que, perante as dificuldades
amolece? És como o voo, que se torna duro? Ou és como o café, que se
torna saboroso?
A filha não
precisou de responder. Percebeu imediatamente que não devia ser como a
cenoura ou como o ovo. O ideal sera ser como o café. A adversidade deve
tornar-nos mais saborosos, mais compreensivos, mais perfeitos no amor.
in Revista JUVENIL, n.º 571. Março 2014
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Música - O Verbo de Deus
Na Unidade Letiva 2, "Deus, o grande Mistério", manual Horizontes de Esperança, do 9.º Ano, é sugerido o Hino da Jornada Diocesana da Juventude de Lisboa, em 2001, com a letra do Pe. Tolentino de Mendonça, e música de Nuno Filipe Pereira, editado pelo SDPJ de Lisboa. De seguida a música ilustrada com imagens, em jeito de diaporama:
domingo, 12 de janeiro de 2014
A vela que não queria ser vela!
Era uma vez uma vela vermelha e
dourada que teimava em não se deixar acender. Uma atitude estranha, pois
as velas foram feitas para estar acesas e para iluminar com a sua chama
a cintilar na escuridão.
Estava próximo o dia da grande festa familiar e todas as outras velas
começavam a ficar felizes, só em pensar que iriam ser protagonistas com a
sua luz que iam irradiar.
A vela vermelha e dourada repetia obstinadamente:
- Não quero ser queimada. Quando somos acesas queimamo-nos em pouco
tempo. Quero permanecer assim como sou: elegante, bela e integral.
Uma vela disse-lhe:
- Se não te deixas acender, é como se estivesses morta. Tu foste feita para iluminar e é assim que serás feliz.
A vela vermelha e dourada respondeu:
- Não, obrigada. Admito que a escuridão e o frio são horríveis, mas é
melhor sofrer por causa de uma chama que queima e faz doer.
Uma outra vela disse-lhe:
- Admite que é melhor a luz que a escuridão. Nós aceitamos ser
consumidas, precisamente para sermos portadoras de luz. É assim que nos
tornamos úteis.
A vela vermelha e dourada insistia:
- Mas assim perdemos a forma e a cor.
- Sim, mas só assim podemos vencer a escuridão e iluminar o mundo.
Foi então que a vela vermelha e dourada se deixou acender. A cera e o
pavio consumiram-se lentamente. Brilhou na noite até desaparecer. Nos
últimos instantes sentiu-se feliz porque tinha cumprido a sua missão.
Ainda teve tempo de exclamar:
- Fui feita para brilhar.
in Revista JUVENIL, n.º 569, janeiro 2014.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
A Pequena Vendedora de Fósforos
Que frio tão atroz! Caía a neve e a noite sobrevinha. Era dia de Natal. No meio do frio e da escuridão, uma pobre menina passou pela rua com a cabeça e os pés descobertos.
É verdade que tinha sapatos quando saíra de casa. Eram uns sapatos enormes que sua mãe já havia usado: tão grandes que a menina os perdeu quando atravessou a rua a correr para que as carruagens que iam em direcções opostas não a atropelassem.
A menina caminhava, pois, com os pezinhos descalços, que estavam vermelhos e azuis de frio. Levava no avental algumas dúzias de caixas de fósforos e tinha na mão uma delas como amostra. Era um péssimo dia: nenhum comprador havia aparecido e, por consequência, a menina não tinha ganho nem um cêntimo. Tinha muita fome, muito frio e um aspecto miserável. Os flocos de neve caíam sobre seus longos cabelos loiros, que se esparramavam em lindos caracóis sobre o pescoço; porém, não pensava nos seus cabelos. Via a agitação das luzes através das janelas; sentia o cheiro dos assados por todo o lado.
Sentou-se numa pracinha e acomodou-se num cantinho entre duas casas. O frio apoderava-se dela e inchava os seus membros; mas não se atrevia a aparecer em sua casa; voltava com todos os fósforos e sem nenhuma moeda. A sua madrasta iria maltratá-la e, além disso, na sua casa também estava muito frio. Viviam debaixo do telhado, a casa não tinha tecto e o vento soprava com fúria, apesar das aberturas maiores terem sido cobertas com palha e trapos velhos. Suas mãozinhas estavam quase duras de frio. Ah! Quanto prazer lhe causaria aquecer-se com um fósforo! Se ela se atrevesse a tirar só um da caixa, aqueceria os dedos! Tirou um! Rich! Como iluminava e como aquecia! Tinha uma chama clara e quente, quando a rodeou com sua mão. Que luz tão bonita! A menina acreditava que estava sentada em uma chaminé de ferro, enfeitada com bolas e coberta com uma capa de latão reluzente. Luzia o fogo ali de uma forma tão linda! Aquecia tão bem!
Mas tudo acaba no mundo. A menina estendeu seus pezinhos para aquecê-los também, mas a chama apagou-se: não havia nada mais na sua mão além de um pedacinho de fósforo. Riscou outro, que acendeu e brilhou como o primeiro; e ali onde a luz caiu sobre a parede, fez-se tão transparente como uma gaze. A menina imaginou ver um salão, onde a mesa estava coberta com uma toalha branca resplandecente com finas porcelanas e sobre a qual um peru assado e recheado de trufas exalava um cheiro delicioso. Oh, surpresa! Oh, felicidade! Mas o segundo fósforo apagou-se e ela não viu diante de si nada mais que a parede impenetrável e fria.
Acendeu um novo fósforo. Acreditou, então, que estava sentada perto de um magnífico presépio: era mais bonito e maior que todos os que havia visto aqueles dias nas vitrinas dos mais ricos comércios. Mil luzes ardiam nas arvorezinhas; os pastores e pastoras pareciam começar a sorrir para a menina. Esta levantou então as duas mãos e o fósforo apagou-se. Todas as luzes do presépio se foram, e ela compreendeu, então, que não eram nada além de estrelas. Uma delas passou traçando uma linha de fogo no céu.
Isto quer dizer que alguém morreu — pensou a menina; porque sua avó, que era a única que havia sido boa para ela, mas que já não estava viva, lhe havia dito muitas vezes: «Quando cai uma estrela, é porque uma alma sobe para o trono de Deus.»
A menina ainda riscou outro fósforo na parede e imaginou ver uma grande luz, no meio da qual estava sua avó em pé, com um aspecto sublime e radiante.
— Avó! — gritou a menina. — Leva-me contigo! Quando o fósforo se apagar, eu sei bem que não te verei mais! Desaparecerás como a chaminé de ferro, como o peru assado e como o formoso nascimento!
Depois atreveu-se a riscar o resto da caixa, porque queria conservar a ilusão de que via sua avó e os fósforos abriram-lhe uma claridade vivíssima. Nunca a avó lhe havia parecido tão grande nem tão bonita. Pegou a menina nos braços e as duas subiram no meio da luz até um lugar tão alto que ali não fazia frio, nem se sentia fome, nem tristeza: até ao trono de Deus.
Quando raiou o dia seguinte, a menina continuava sentada entre as duas casas, com as bochechas vermelhas e um sorriso nos lábios. Morta, morta de frio na noite de Natal! O sol iluminou aquele terno ser, sentado ali com as caixas de fósforos, das quais uma havia sido riscada por completo.
— Queria aquecer-se, a pobrezinha! — Disse alguém.
Mas ninguém podia saber as coisas lindas que havia visto, nem em meio de que esplendor havia entrado com sua idosa avó no reino dos céus.
(Adapt.) Hans Christian Andersen, Contos de Andersen, Grimm e Perraultm,
in Nós e o Mundo. (Manual de EMRC). 6.º Ano. SNEC. pp 101-102.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Um conto de Natal - Jesus e o Pai Natal
Quando, há mais de dois mil anos, Jesus nasceu em Belém, surgiu no céu uma estrela muito brilhante dirigindo-se para o local do seu nascimento. Tendo reparado nessa estrela, quatro reis magos decidiram partir dos seus reinos e segui-la para assim visitarem o menino-Deus e lhe oferecerem presentes. Os três primeiros reis chamavam-se Gaspar, Belchior e Baltasar. Como eram ali de perto, demoraram apenas alguns dias a chegar a Belém, e logo ofereceram Ouro, Incenso e Mirra ao menino, o qual os recebeu com uma grande expressão de alegria. O quarto rei mago chamava-se Natal. Vivia no reino da Lapónia, que ficava na região do Pólo Norte, muito, muito longe de Israel, a terra de Jesus. Quando o rei Natal viu a estrela, pediu imediatamente aos seus súbditos que preparassem muitos presentes para que ele os oferecesse pessoalmente ao menino Jesus. E os súbditos assim fizeram. Passados poucos dias, o rei Natal reuniu os presentes num grande saco, despediu-se da família e dos amigos e partiu para Belém.
Pelo caminho, teve de atravessar muitas terras, florestas, montanhas, rios, mares, grandes cidades e pequenas aldeias. Quando entrava numa povoação, as pessoas, vendo a sua figura, de cabelo e barba branca, e com aquele grande saco, faziam-lhe perguntas, e ele dizia-lhes, entusiasmado, quem era, donde era e ao que ia. As crianças, claro, quando o ouviam dizer que carregava presentes, cercavam-no e diziam-lhe:
— Ó rei Natal, se trazes aí tantos presentes, dá-me um, um só que seja, por favor!
Mas o rei Natal estava de tal maneira empenhado e apressado para chegar a Belém e oferecer todos os presentes a Jesus que não ofereceu quaisquer presentes às crianças que lhos pediram pelo caminho. Muito zeloso, respondia-lhes sempre:
— Não vos posso dar nenhum presente, porque são todos para Jesus. Ele, se quiser, que vos dê algum mais tarde; eu agora não vos posso dar nenhum.
E continuava o seu longo caminho, com pressa de chegar a Belém.
Ora, mas quando o rei Natal chegou a Belém, já tinham passado muitos anos desde que Jesus nascera: primeiro, a família de Jesus já tinha fugido para o Egipto e regressado para Nazaré; depois, Jesus já tinha crescido, aprendido a profissão de carpinteiro com S. José e saído de sua casa para ser baptizado por João Baptista no rio Jordão e começar a anunciar o reino de Deus e a fazer milagres; já tinha reunido um grupo de discípulos, com quem percorrera a Galileia, a Samaria e a Judeia e passara a Páscoa em Jerusalém; e já tinha sido acusado pelos fariseus e condenado à morte por Pilatos e ressuscitado três dias depois de ser crucificado.
O rei Natal, o pobre, veio de tão longe que só chegou a Belém depois de Jesus ressuscitar. E ainda trazia o saco cheio de presentes para o menino Jesus, tal e qual como à saída da Lapónia. Quando perguntou onde vivia Jesus e lhe disseram que já tinha morrido, ficou tão triste que quase se desfez em lágrimas, porque vinha de tão longe, carregado com tantos presentes, e agora não tinha possibilidade de oferecê-los a Jesus. Então, vendo a sua tristeza, o próprio Jesus, o Ressuscitado, veio ter com ele e disse-lhe:
— Rei Natal, rei Natal, durante trinta e três anos atravessaste o planeta à minha procura e eu estive sempre perto de ti e ao teu lado. Todas as vezes que uma criança te pediu um presente, eu era essa criança, e tu não me viste. Eu pedi-te um só presente e dei-te tantas oportunidades; e tu com esse teu saco cheio de presentes e nem um me deste! Que cego que tu és, amigo Natal!
Só então o rei Natal compreendeu que Jesus estivera todos os dias com ele durante o seu caminho, e não o reconhecera. E ficou ainda mais triste, e arrependeu-se profundamente e pediu perdão a Jesus. E porque tanto se arrependeu, Jesus perdoou-o e disse-lhe:
— Amigo Natal, de hoje em diante deixarás de ser rei e passarás a chamar-te Pai Natal, porque serás como um pai para aqueles que te procurarem. Agora, regressa em paz ao teu país e não voltes a recusar um presente a uma criança que to pedir. Vais percorrer o mundo e só pararás quando o teu saco ficar vazio. Não desanimes, porque eu estarei sempre contigo.
E o Pai Natal ficou feliz ao ouvir aquelas palavras de Jesus e fez como Ele lhe indicou: regressou ao seu reino e nunca mais negou um presente a uma criança. Sempre que lhe pediam um presente, ele dava-o logo, todo satisfeito. E até os pais dos miúdos começaram a pedir presentes, e o bom do Pai Natal também lhos dava. E eis que aconteceu um milagre: quando o Pai Natal chegou à Lapónia, o saco continuava cheio. Apesar dos milhares de presentes que distribuíra, o saco continuava repleto. Era um milagre! Então, lembrou-se das palavras de Jesus quando lhe dizia: «vais percorrer o mundo e só pararás quando o teu saco ficar vazio…»
Isto passou-se há cerca de dois mil anos. E desde então, sempre que se aproxima o Natal, o Pai Natal sai a percorrer o mundo com o seu grande saco cheio de presentes, oferecendo-os a todos. E no fim regressa feliz e agradecido por reconhecer Jesus habitando o olhar sorridente de cada criança.
Texto inédito de José António Rocha,
in Nós e o Mundo. (Manual de EMRC). 6.º Ano. SNEC. pp 89-90.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Nunca desistas...
Desesperada, conhece Nona, uma professora que vive igualmente sozinha com um filho problemático e que passa por um período particularmente difícil após a separação do marido. Outrora professora combativa, empenhada e carismática para os seus alunos, Nona parece ter sucumbido aos entraves de um sistema educativo demasiado distante da realidade específica da sua escola, limitando-se a fazer o essencial para permitir aos alunos completarem a escolaridade obrigatória.
As preocupações e afinidades entre ambas aproximam-nas e uma lei vigente no sistema, segundo a qual é permitido aos pais assumirem maior controlo da escola, desperta em Jamie o ímpeto de fazer desta uma instituição melhor para a sua filha e os restantes alunos. O espírito afoito de Jamie faz despertar em Nona o sentido de dignidade profissional e pessoal, e sobretudo a esperança que há muito perdera.
Juntas, encetam uma luta pela qualidade
educativa que as levará a travar várias batalhas junto do corpo
docente, da direção e até mesmo de outros pais. Mas não desistem.
"Nunca Desistas" é a terceira longa metragem de Daniel Barnz, e a terceira vez, depois "No País das Maravilhas" e "Beastly – O Feitiço do Amor", que o realizador norte-americano exprime a sua preocupação com a questão da inclusão/exclusão numa sociedade que teima em promover padrões de normalidade próximos de uma perfeição superficial, utópica e desumanizadora.
Aqui, numa história de luta por um sistema educativo mais justo que conta com mais um notável desempenho de Viola Davis ("As Serviçais" e "Dúvida"), Barnz foca com razoável interesse um caso que, embora baseado numa realidade circunscrita a um estado norte-americano (uma lei que permite aos encarregados de educação participação ativa e efetiva na gestão da escola), desperta interesse além fronteiras.
É o caso de Portugal, onde a resposta à inclusão de crianças com dificuldades de aprendizagem, abrangendo um vastíssimo espectro de obstáculos ao sucesso escolar e pessoal dos alunos, está longe de encontrar resposta na escolaridade obrigatória.
Não obstante o registo algo caricatural do corpo docente e algum populismo nas asserções do argumento, "Nunca Desistas" tem o mérito de nos pôr a pensar sobre a escola e a família como protagonistas, por excelência, da esperança numa sociedade mais humana.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Brainstorming - O Amor - 8.º ano - 2012/2013
Há um ano, com a turma do 8.º Ano.
Sumário: Brainstorming - tempestade de ideias sobre a Unidade Letiva 1: o AMOR.
Sumário: Brainstorming - tempestade de ideias sobre a Unidade Letiva 1: o AMOR.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
LEITURAS: Pedro Emanuel - Ardínia e D. Tedon
PEDRO EMANUEL - Ardínia e D. Tedon. Quartzo Editora e Município de Tabuaço. Viseu/Tabuaço 2013, 36 páginas.
No passado dia 23 de setembro, como vem sendo hábito, foi o dia da Escola, dia do Prémio Abel Botelho que tem distinguido os melhores alunos no segundo e terceiro ciclos e em cada ano do secundário, conforme se poderá ver na notícia anterior. É também o dia em que o Município de Tabuaço brinda os alunos com publicações, valorizando a vertente cultural deste dia. Têm sido sobretudo livros do patrono da Escola, Abel Botelho.
Este ano foram editados duas obras: "Dois Mundos", do escritor tabuacense Ricardo Nieves e "Ardínia e D. Tedon", do ilustrador Pedro Emanuel.
É esta última - ainda só tivemos acesso a esta publicação - que ora sugerimos como leitura. Sendo em desenhos animados é de fácil manuseamento. Conta-nos a conhecida lenda de Ardínia e D. Tedon, passadas nas encontas de Tabuaço e na feira de Lamego. São Pedro das Águias. Graninha. Granja do Terro. Fradinho. Fraga da Moura. Mouros e cristãos. Reconquista cristã. Amores. E amores que não têm religião, mas sonho e ilusão. Luta. Guerra. Convicções e fanatismos. Romantismo e bravura. Vida e morte. E isto também é vida. Também é história e cultura. É chão que nos liga ao passado, nos faz viver na atualidade e nos convoca para o futuro.
Gostei muito de rever esta estória. Fácil de ler ou de ver. As ilustrações são belíssimas.
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Prémios Abel Botelho - distingue melhores alunos
"Realizou-se no passado dia 23 de Setembro a 10ª edição dos prémios Abel Botelho. A cerimónia solene, que foi abrilhantada pela banda de música e teve lugar no pavilhão gimnodesportivo de Tabuaço premiou, mais uma vez, os alunos que no ano lectivo passado obtiveram as melhores médias finais. O presidente da Câmara, Dr. João Ribeiro, numas breves palavras dirigidas aos alunos, pais, encarregados de educação, professores e todos os convidados, salientou que o futuro do país passa pela educação e pelos jovens que se esforçam para serem os melhores. O autarca adiantou ainda que a Câmara vai propor a atribuição de bolsas para os alunos que queiram ir para a universidade e não tenham possibilidades, reforçando que a educação é um ponto crucial do seu mandato. A iniciativa contou ainda com o lançamento dos livros "Dois Mundos", do escritor tabuacense Ricardo Nieves e "Ardínia e D. Tedon", do ilustrador Pedro Emanuel. A cerimónia encerrou com um concerto da Orquestra Sinfónica do Porto no palco do recinto escolar.
Depois do almoço de confraternização, na cantina da escola, o momento cultural foi de humor com a actuação de dois humoristas bem conhecidos de stand up comedy João Seabra e Miguel 7 Estacas, que animaram os mais pequenos.
Os alunos premiados foram:
2º Ciclo
- Mariana Gomes
3º Ciclo
- Jardel Santos Mendes
10º Ano
- Ana Rute Gomes
11º Ano
- Bruno Gomes Maia
12º Ano - Científicos
- Flávia Costa
12º Ano - Humanidades
- Micael Lamego Santos
No mesmo dia, e associado à mesma figura, foi inaugurado, junto à Igreja Paroquial, o Centro de Estudos / Museu Abel Botelho, sendo mais um espaço - para fomentar a cultura, a investigação, a história - decidido e desejado pelo então Presidente da Câmara, Dr. José Carlos Pinto dos Santos, e levado a efeito e inaugurado pelo Executivo do Dr. João Ribeiro.
sábado, 25 de maio de 2013
Orientar-se - o Cavalo-marinho...

Era uma vez um Cavalo-marinho que juntou sete libras de ouro e foi à aventura pelo mundo fora.
Pouco depois de partir encontrou uma Enguia que lhe perguntou:
– Eh! Pá! Onde vais?
– Vou cm busca de aventuras – respondeu orgulhosamente o Cavalo-marinho.
– Tens sorte – disse a Enguia – dá-me quatro libras e eu dou-te uma barbatana, de modo que chegarás muito mais depressa.
– Obrigadinho, é esplêndido – disse o Cavalo-marinho; pagou-lhe, montou na barbatana e desapareceu com o dobro da velocidade.
Em breve encontrou uma Esponja que lhe disse:
– Eh! Pá! Onde vais?
– Em busca de aventuras – replicou o Cavalo-marinho.
– Tens sorte – disse a Esponja – por pouco dinheiro dou-te esta mota a jacto e tu viajarás muito mais depressa.
Assim o Cavalo-marinho comprou a mota com o restante dinheiro e atravessou os mares cinco vezes mais depressa.
Em breve encontrou um Tubarão que lhe disse:
– Eh! Pá! Onde vais?
– Em busca de aventuras – replicou o Cavalo-marinho.
– Tens sorte; se tomares este atalho – disse o Tubarão apontando a sua boca aberta – pouparás imenso tempo. – Obrigadinho – disse o Cavalo-marinho e enfiou rapidamente na boca do Tubarão sendo prontamente devorado.
Quando não sabemos para onde queremos ir...
autor desconhecido
sábado, 27 de abril de 2013
EU CREIO
No Ano da Fé, a criatividade tem vindo ao de cima, aqui um trabalho muito juvenil e luminoso do SDPJVR (Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil de Vila Real), sobre o Credo:
quinta-feira, 18 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Unidade letiva 4 - O Pão de cada dia - 6.º ano de EMRC
Entrámos na Unidade letiva 4 - O Pão de cada dia. Dois trabalhos sugestivos para melhor refletir sobre o alimento e falta dele. O pão é expressão de toda a alimentação.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Fernão Capelo Gaivota - um fábula enternecedora
Richard Bach, piloto da Força Aérea, é um escritor de renome, com vários livros publicados, entre os quais esta saga de Fernão Capelo Gaivota, sobre a liberdade de uma Gaivota (macho), que quer usar as asas para voar mais longe. Uma fábula inspiradora e que nos desafia a ultrapassar as barreiras do preconceito e das nossas limitações. Quantas vezes o ser humano desiste porque o ambiente que o rodeia é desfavorável, ou porque outros não acreditam nas suas qualidades? O texto interpela-nos a não nos afundarmos no pessimismo.
Na Unidade Letiva 3 - A liberdade - da programa de EMRC para o 8.º ano de escolaridade, deixamos um pequeno vídeo, recolhido da Internet, onde se encontram vários sobre este mesmo tema e esta obra:
Outras obras do autor: Ilusões; Um; Ponte para a Eternidade; Não há longe nem distância, ou Uma aventura do espírito. Nas suas obras está patente a sua profissão de piloto, sobrevindo o voo... para a liberdade, para a amizade, para a alegria, para o encontro com a vida.
Outras obras do autor: Ilusões; Um; Ponte para a Eternidade; Não há longe nem distância, ou Uma aventura do espírito. Nas suas obras está patente a sua profissão de piloto, sobrevindo o voo... para a liberdade, para a amizade, para a alegria, para o encontro com a vida.
sábado, 13 de abril de 2013
À volta do mundo, à procura da felicidade
Era uma vez um jovem que buscava a felicidade. Não a encontrando em lugar nenhum, resolveu percorrer todo o mundo à sua procura.
Onde chegava, reunia um grupo de jovens e dizia-lhes:
- Quero comunicar-vos que ando à busca da felicidade. E tenho planos para a encontrar. Acredito que ela estará em regiões do mundo onde existia muito ouro. Nenhum de vós quer vir comigo?
Mas ninguém o queria seguir. Por isso, no dia seguinte, partia novamente para outra terra.
Assim foi peregrinando, de cidade em cidade, de país em país, de continente em continente. E isto durante muitos anos.
Um dia, sentiu-se cansado de caminhar tanto. Também carregava já o peso dos anos. Mas, infelizmente, ainda não tinha encontrado a felcidade.
Apesar dos seus cabelos brancos e dos seus passos por vezes vacilantes, tentou fazer um último esforço.
Depois de muito andar, pareceu-lhe encontrar-se no seu país. Encontrou, inesperadamente, uma casa abandonada. Os vidros das janelas já estavam partidos; o lugar, onde outrora fora o jardim, estava cheio de mato. Contemplou essa casa abandonada e disse para si próprio:
- Vou procurar ser feliz aqui. Irei consertar o telhado, pintar as paredes, colocar vidros nas janelas, fazer um bonito jardim.
Em seguida, entrou dentro dessa casa. Ficou pasmado! Aquela era a sua própria casa, que ele tinha abandonado há anos, quando decidiu partir em busca da felicidade. Percebeu que nada lhe valera percorrer o mundo.
Questões para refletir:
- É fácil ser feliz?
- Deve-se procurar a felicidade dentro de nós?
- O dinheiro traz felicidade?
- Precisas os outros para seres feliz?
In Revista Juvenil, n.º 563, abril 2013
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Janelas douradas
No manual de EMRC, do 6.º ano de escolaridade, "Nós e o Mundo", na temática sobre a família, é proposto o texto que se segue: "As janelas Douradas". Um menino que todos os dias olha para o horizonte e numa casa distante vê uma casa com janelas douradas e com diamantes. E um dia vai ao encontro dessa casa...

O menino trabalhava arduamente durante todo o dia, no campo, no estábulo e no armazém, pois os pais eram pobres e não podiam pagar a um ajudante. Mas, quando o sol se punha, o pai deixava-lhe aquela hora só para ele. O menino subia ao alto de um morro e ficava a olhar para um outro morro, distante alguns quilómetros. Nesse morro, via uma casa com janelas de ouro e de diamantes. As janelas brilhavam e reluziam tanto que ele era obrigado a piscar os olhos. Mas, pouco depois, ao que parecia, as pessoas da casa fechavam as janelas por fora, e então a casa ficava igual a qualquer outra casa. O menino achava que faziam isso por ser hora de jantar; então voltava para casa, jantava e ia deitar-se. Um dia, o pai do menino chamou-o e disse-lhe:
- Tens sido um bom menino e ganhaste um dia livre. Tira esse dia para ti; mas lembra-te: tenta usá-lo para aprenderes alguma coisa boa.
O menino agradeceu ao pai e beijou a mãe. Em seguida partiu, tomando a direcção da casa das janelas douradas.
Foi uma caminhada agradável. Os pés descalços deixavam marcas na poeira branca e, quando olhava para trás, parecia que as pegadas o seguiam, fazendo-lhe companhia. A sombra também caminhava ao seu lado, dançando e correndo, tal como ele. Era muito divertido.
Passado um longo tempo, chegou ao morro verde e alto. Quando subiu ao topo, lá estava a casa. Mas parecia que haviam fechado as janelas, pois ele não viu nada de dourado. Aproximou-se e sentiu vontade de chorar, porque as janelas eram de vidro comum, iguais a qualquer outra, sem nada que fizesse lembrar o ouro.
Uma mulher chegou à porta e olhou carinhosamente para o menino, perguntando o que ele queria.
- Vi as janelas de ouro lá do nosso morro - disse ele - e vim de propósito para as ver de perto, mas elas são de vidro!
A mulher meneou a cabeça e riu-se.
- Nós somos fazendeiros pobres - disse - e não poderíamos ter janelas de ouro. E o vidro é muito melhor para se ver através dele!
Convidou o menino a sentar-se no largo degrau de pedra e trouxe-lhe um copo de leite e uma fatia de bolo, dizendo-lhe que descansasse. Chamou então a filha, que era da idade do menino; dirigiu aos dois um aceno afectuoso de cabeça e voltou aos seus afazeres.

A menina estava descalça como ele e usava um vestido de algodão castanho, mas os cabelos eram dourados como as janelas que ele tinha visto e os olhos eram azuis como o céu ao meio-dia. Passeou com ele pela fazenda e mostrou-lhe o seu bezerro preto com uma estrela branca na testa; ele falou do bezerro que tinha em casa, e que era castanho-avermelhado com as quatro patas brancas. Depois de terem comido juntos uma maçã, e se terem tornado amigos, ele fez-lhe perguntas sobre as janelas douradas. A menina confirmou, dizendo que sabia tudo sobre elas, mas que ele se tinha enganado na casa.
- Vieste numa direcção completamente errada! - exclamou ela. - Vem comigo, vou-te mostrar a casa de janelas douradas, para ficares a saber onde fica.
Foram para um outeiro que se erguia atrás da casa, e, no caminho, a menina contou que as janelas de ouro só podiam ser vistas a uma certa hora, perto do pôr-do-sol.
- Eu sei, é isso mesmo! - confirmou o menino.
No cimo do outeiro, a menina virou-se e apontou: lá longe, num morro distante, havia uma casa com janelas de ouro e de diamantes, exactamente como ele tinha visto. E quando olhou, o menino viu que era a sua própria casa!
Apressou-se então a dizer à menina que precisava de se ir embora. Deu-lhe a sua melhor pedrinha, a branca com uma lista vermelha, que trazia há um ano no bolso. Ela deu-lhe três castanhas- da-índia: uma vermelha acetinada, outra pintada e outra branca como leite. Ele deu-lhe um beijo e prometeu voltar, mas não contou o que descobrira. Desceu o morro, enquanto a menina ficava a vê-lo afastar-se, na luz do sol poente.
O caminho de volta era longo e já estava escuro quando chegou a casa dos pais. Mas o lampião e a lareira luziam através das janelas, tornando-as quase tão brilhantes como as vira do outeiro. Quando abriu a porta, a mãe veio beijá-lo e a irmãzinha correu a pendurar-se-lhe ao pescoço; sentado perto da lareira, o pai levantou os olhos e sorriu.
- Tiveste um bom dia? - perguntou a mãe.
- Sim! - o menino passara um dia óptimo.
- E aprendeste alguma coisa? - perguntou o pai.
- Sim! - disse o menino. - Aprendi que a nossa casa tem janelas de ouro e de diamantes.
William J. Bennett, O Livro das Virtudes II. O Compasso Moral. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1996.
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