sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Cristianismo - trabalho do 7.º ano

       Trabalho de EMRC, da Escola EB 2,3/S ABel Botelho de Tabuaço, realizado em grupos, no 7.º ano de escolaridade, sobre as religiões abraâmicas.
       O Cristianismo:

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Judaísmo - trabalho do 7.º Ano

  Trabalho de EMRC, da escola EB 2,3/S Abel Botelho de Tabuaço, sobre as religiões Abraâmicas, que integram o programa do 7.º Ano de escolaridade.
       Judaísmo:

Cristianismo - trabalho do 7.º Ano

       Trabalho de EMRC, da escola EB 2,3/S Abel Botelho de Tabuaço, sobre as religiões Abraâmicas, que integram o programa do 7.º Ano de escolaridade.
       Cristianismo:

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cristianismo - trabalho do 7.º ano

       Trabalho de grupo, realizado pelos alunos do 7.º ano, na disciplina de EMRC, na Escola EB 2,3/S Abel Botelho, de Tabuaço, sobre as Religiões monoteístas.
       O Cristianismo:

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O Judaísmo - trabalho do 7.º ano

       Trabalho de grupo, realizado pelos alunos do 7.º ano, na disciplina de EMRC, na Escola EB 2,3/S Abel Botelho, de Tabuaço, sobre as Religiões monoteístas.
       O Judaímo:

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A criança, o ateu e as laranjas!

(foto tirada da net: AQUI)

       Uma criança, enquanto ajudava os seus pais a cuidar do jardim, cantava canções religiosas.
       Passou por ali um ateu, isto é, alguém que não acreditava na existência de Deus. Impressionado por vê-la tão feliz, parou e perguntou-lhe:
       - Por que cantas assim com tanta alegria?
       A criança respondeu:
       - Porque acredito que Deus é meu amigo e gosta muito de mim. Estas canções falam de Deus. Gostas delas?
       O homem, que levava um saco de laranjas, disse-lhe:
       - Dou-te uma destas laranjas se me disseres onde está o teu Deus.
       A criança, com toda a simplicidade, respondeu:
       - Se eu as tivesse, dava-lhe não apenas um, mas duas ou mais, se me dissesse onde é que Deus não está.

Mesmo que haja quem diga que Deus não existe, não é por isso que Ele deixa de existir e de nos envolver com o seu amor.

In Revista Juvenil, n.º 542, Janeiro de 2011.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O Corpo humano e os seus membros

       O corpo humano:
       É uma harmonia perfeita, tudo trabalha às mil maravilhas, a maior parte dos dias não nos perguntamos como funciona, a não ser que estejamos doentes. A mão não pergunta por que é que leva a comida à boca. A boca não se incomoda com o que acontecerá à comida que passa por si. As pernas levam-nos ao lugar da comida...
       Porém nem sempre foi assim.
       Um dia, os diversos membros do corpo humano começaram a interrogar-se sobre o seu papel, ou a sua função, por que é que faziam isto ou aquilo e não deviam simplesmente descansar.
       As pernas e os pés disseram:
       – As mãos e a boca que trabalhem, já estamos fartos de andar à procura de comida e ninguém nos agradece.
       As mãos do mesmo modo:
       – Já é tempo de a boca se esforçar e pegar ela na comida, não somos criadas de ninguém.
       A boca ao ver que nem os pés se encaminhavam para a comida, nem as mãos se moviam para pegar em alguma coisa, também desistiu:
       – Porque é que me hei-de preocupar? Sempre fiz a minha parte! Fiz com que o alimento, através de mim, chegasse ao estômago, nunca recebi qualquer agradecimento, não me abrirei para deixar entrar a comida, não vou desperdiçar as minhas energias!
       Bom, o estômago ainda reclamou, não percebia porque é que estava há tantas horas sem receber alimento. Procurou saber o que se passava. Informaram-no que os pés, as mãos, a boca, estavam em greve e se recusavam a trabalhar. E o estômago começou a ficar cada vez mais incomodado, mas pouco a pouco foi-se conformando:
       – Têm razão, mal eles sabem da minha canseira, senão já há muito tempo tinham feito greve. Não há um minuto, um segundo em que eu não esteja em movimento, de ora em diante vou repousar. Não me chateiem. Tenho direito a descansar, nunca ouvi uma palavra de agradecimento por trabalhar o alimento para que o corpo funcione...
       Entretanto, o tempo ia passando, e cada um dos membros do corpo mantinha com firmeza a sua posição. E à medida que as horas avançavam os membros começaram a sentir uma certa sonolência, mas julgaram que era resultado do descanso e que daí não viria mal ao mundo.
       E o tempo foi passando... foi passando... foi passando... E o corpo cada vez mais mole, mais fraco, e ninguém queria dar parte fraca. As pernas já não se sentiam, estavam a ficar roxas, frias... As mãos estavam caídas sobre o corpo... A boca de quando em vez ainda fazia um ligeiro esforço para se abrir, mas acabava por desistir por achar que não valia a pena desperdiçar energias.
       E o tempo ia passando... ia passando...

PALAVRA de DEUS:

       Pois, como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, constituem um só corpo, assim também Cristo. De facto, num só Espírito, fomos todos baptizados para formar um só corpo, judeus e gregos, escravos ou livres, e todos bebemos de um só Espírito.
       O corpo não é composto de um só membro, mas de muitos. Se o pé dissesse: “Uma vez que não sou mão, não faço parte do corpo”, nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. E se o ouvido dissesse: “Uma vez que não sou olho, não faço parte do corpo”, nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido, onde estaria o olfacto?
       Deus, porém dispôs os membros no corpo, cada um conforme lhe pareceu melhor. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Há, pois, muitos membros, mas um só corpo.
       Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria. (1 Cor 12, 12-31).

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O riso de Sara(i)

Abrão tem agora noventa e nove anos de idade.
“Tereis de continuar a confiar em mim” – disse Deus, – “o teu nome deixará de ser Abrão e passará a ser Abraão: o Pai de muitas nações. O nome da tua esposa deixará de ser Sarai e passará a ser Sara: princesa. Ela será a mãe de muitas nações.
Abraão abanou a cabeça. “Somos ambos velhos” – argumentou, – “porque não deixar Ismael ser meu herdeiro?”
“A promessa que te fiz há tanto tempo irá concretizar-se através do filho de Sara” – respondeu Deus, –“irás chamá-lo de Isaac”.
Abraão aceitou a promessa de Deus. Não demorou muito até à chegada de três visitantes.
Abraão apressou-se a saudá-los. “por favor, bebam alguma água”  – disse ele, “e tomem uma refeição para vos fortalecer”. Correu até Sara e pediu-lhe que começasse a cozinhar. Abraão ofereceu aos homens comida, enquanto Sara permanecia na tenda.
“Onde está a vossa esposa?” – perguntaram eles e Abraão explicou-lhes. Eles pediram-lhe para que se aproximasse.
“Daqui a nove meses ela será mãe, e vós sereis pai de um menino!” – sussurraram.
Sara não pôde deixar de escutar. “Com a minha idade!” – pensou, – “aqueles homens não sabem o que dizem!” Ao pensar na tolice destes deu uma valente gargalhada.
Deus falou a Abraão: “Porque se riu Sara? Ela não acredita que posso dar-vos um filho?”
Quando Sara se apercebeu que Abraão sabia da sua reacção de desdenho, teve medo. “Eu não me ri!” “Sim, riste” foi a resposta. Era a voz de Deus que falava.

“Querido Deus, obrigado, pois tudo o que prometeis pode concretizar-se”

Mónica Aleixo, in Boletim Voz Jovem, Dezembro 2010.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

História de Natal em formato digital

       Esta é a história do nascimento de Jesus "contada" neste meio, a Internet, à velocidade de breves instantes, veja e encante-se... é um vídeo interessantíssimo...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Amizade e Namoro

       Trabalho de grupo, realizado na disciplina, pelo 8.º Ano de escolaridade, sobre a amizade e o namoro, tema que integra a Unidade Lectiva 1: "O AMOR".

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A Boneca de Sal

A boneca de sal vagueou pela terra até chegar ao mar,
onde ficou absorta a comtemplar aquela massa imensa de água inquieta
que ela nunca vira.

"Quem és tu?", pergunta a boneca ao mar.

"Entre e vê" - diz o mar sorrindo.

Dito e feito, ela entrou mar dentro

e quanto mais entrava, mais se dissolvia
até restar só um pouco do seu corpo.

Antes de derreter-se totalmente,

exclamou a Boneca admirada:
"Agora já sei quem sou!
Anthony de Mello, O canto do pássaro, Paulinas 1995.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O vidro e o espelho!...

       Um jovem muito rico foi ter com um sábio e pediu-lhe um conselho para oridentar a sua vida.
       O mestre conduziu-o até à janela e perguntou-lhe:
       - O que vês através dos vidros?
       - Vejo homens que vão e vêm e um cego a pedir esmola, na rua.
       O sábio mostrou-lhe então um grande e espelho e interrogou-o de novo:
       - Olha para este espelho e diz-me, agora o que vês!
       - Vejo-me a mim mesmo.
       - E já não vês os outros!... Repara, a janelae o espelho são feitos da mesma matéria-prima, o vidro; mas no espelho, porque há uma fina camada de prata colada no vidro, não vês nel mais que a tua pessoa. Deves comparar-te a estes dois tipos de vidro: pobre, vias os outros e tinhas compaixão deles; coberto de prata - rico -, vês-te apenas a ti mesmo. (autor desconhecido)
      Concluindo, só a simplicidade de coração, sem máscaras, despojados de tudo o que nos impede de ver os outros, poderemos viver verdadeiramente o Evangelho...

sábado, 27 de novembro de 2010

A P E L O (s)... de criança(s)

Poema dedicado às crianças que nada têm, mas usam o seu comportamento como um apelo.
Estou aqui!...
Alguém me ouve?
Estou aqui!...
Existo!
Sinto!
Penso!
Sonho!
No meu olhar,
Misturam-se medo e tristeza
Fruto da luta que se trava
Dentro de mim.
As minhas mãos
Estão vazias….
Tudo o que tento agarrar,
Escapa-se,
Dilui-se…
E eu fujo!
Fujo para longe ou perto,
Na esperança
Que alguém note a minha ausência
E me procure….
Não me peçam para vos amar,
Não me peçam para vos respeitar,
Não me peçam que cumpra regras,
Não me falem de «coisas bonitas»
Como
Fraternidade,
Igualdade,
Liberdade,
Amor,
Paz,
Porque,
Ninguém me ama,
Ninguém me respeita,
Ninguém cumpre regras para comigo,
Todos inventam desculpas
Para se afastarem de mim
E, contudo,
Eu não sei se de facto me odeiam,
Estou aqui!....
Alguém me ouve?
Estou mesmo aqui!...

Goretti Ribeiro, in Boletim Voz Jovem, Novembro 2010 e no nossso CARITAS IN VERITATE.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O DEUS que vê. Abraão, Sara e Agar...

       Sarai, a esposa de Abraão estava abatida. Ao longo dos anos não conseguia ter filhos e sabia que o marido ansiava por um filho.
       Decidiu pôr em prática um plano. “Tenho uma escrava egípcia chamada Agar – lembrou a Abrão –; todos sabem que eu não posso conceber e, segundo a tradição, podeis dormir com ela. Assim, ela poderá dar-vos um filho”.
       Abraão concordou e Agar engravidou.
       O seu novo estado fez com que Agar se sentisse muito importante. Começou a agir como se fosse mais importante que Sarai, o que fez com que esta ficasse furiosa. Na sua fúria, decidiu tratar a escrava da forma mais cruel que podia. Perante isso, Agar acabou por fugir.
       No deserto, num local onde existia uma nascente de água, um dos anjos de Deus foi de encontro a Agar. “Deves regressar para a tua ama – disse o anjo – Deus irá abençoar-te. Terás um filho e irás chamar-lhe Ismael. Ele terá muitos inimigos, mas viverá para ser pai de uma grande nação”.
       Agar ficou espantada: “Terei realmente visto Deus e vivido para o contar? – maravilhou-se –, Este é verdadeiramente um Deus que vê o que se passa aqui na Terra”.
       Corajosamente, Agar fez a viagem de regresso para junto de Sarai. Os meses passaram-se e ela ficou exultante por ter um filho, a quem chamou Ismael.
       E ao poço onde Agar encontrou o anjo foi dado o nome de “O poço daquele que vive e que me vê”

“Querido Deus quando as pessoas são tratadas de modo cruel. Vós vedes tudo o que acontece. Velai por elas com carinho e abençoai-as”

 Mónica Aleixo, in Boletim Voz Jovem, Novembro 2010.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O Rouxinol e a Rosa vermelha!

       Era uma vez, um Rouxinol que vivia em um jardim. No jardim havia uma casa, cuja janela se abria todas as manhãs. Na janela, um jovem, comia pão, olhando as belezas do jardim. Sempre deixava cair farelos de pão, sobre a janela.
       O Rouxinol, comia os farelos, acreditando que o jovem os deixava de propósito para ele. Assim criou um grande afecto, pelo jovem que se importava em alimentá-lo, mesmo com migalhas.
       O jovem um dia se apaixonou. Ao se declarar a sua amada, ela disse que só aceitaria seu amor, se como prova, ele desse a ela, na manhã seguinte, uma rosa vermelha.
       O jovem, percorreu todas as floriculturas da cidade, sua busca foi em vão, não encontrou nenhuma rosa vermelha para ofertar a sua amada.
       Triste, desolado, o jovem foi falar com o jardineiro da casa onde vivia. O jardineiro explicou a ele, que poderia presenteá-la com Petúnias, Violetas, Cravos, menos Rosas. Elas estavam fora de época, era impossível consegui-las, naquela estação.
       O Rouxinol, que escutara a conversa, ficou penalizado pela desolação do jovem, teria que fazer algo para ajudar seu amigo, a conseguir a flor. Assim, a ave procurou o Deus dos pássaros que assim falou:
       - Na verdade, você pode conseguir uma Rosa Vermelha para teu amigo, mas o sacrifício é grande, e pode custar-lhe a vida!
       - Não importa respondeu a ave. O que devo fazer?
       - Bem, você terá que se emaranhar em uma roseira, e ali cantar a noite toda, sem parar, o esforço é muito grande, seu peito pode não agüentar.
       - Assim farei, respondeu a ave, é para a felicidade de um amigo!
       Quando escureceu, o Rouxinol, se emaranhou em meio a uma roseira, que ficava frente a janela do jovem. Ali, se pôs a cantar, seu canto mais alegre, precisava caprichar na formação da flor. Um grande espinho, começou a entrar no peito do Rouxinol, quanto mais ele cantava, mais o espinho entrava em seu peito. O rouxinol não parou, continuou seu canto, pela felicidade de um amigo, um canto que simbolizava gratidão, amizade. Um canto de doação, mesmo que fosse da própria vida! Do peito da pobre ave, começou a escorrer sangue, que foi se acumulando sobre o galho da roseira, mas ela não se deteve nem se entristeceu.
       Pela manhã, ao abrir a janela, o jovem se deteve diante da mais linda Rosa vermelha, formada pelo sangue da ave, nem questionou o milagre, apenas colheu a Rosa.
       Ao olhar o corpo inerte da pobre ave, o jovem disse:
       - Que ave estúpida! Tendo tantas árvores para cantar, foi se enfiar justamente em meio a roseira que tem espinhos...
       Enfim: Cada um dá o que tem no coração... Cada um recebe com o coração que tem....

autor desconhecido, postado a partir do nosso CARITAS IN VERITATE.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Esperança depois da tragédia - Génesis 14-15

       No fundo do vale do Jordão reuniram-se quatro reis. Queriam discutir planos de batalha. Existiam cinco cidades ricas que esperavam saquear. A ganância tornava-os destemidos.
       Não muito longe, os reis das cinco cidades encontraram-se também para traçar os seus próprios planos. Como iriam defender-se? Reuniram os seus exércitos e marcharam para a guerra.
       No dia da batalha, os exércitos alinharam-se um contra o outro. A luta foi feroz, mas foram os invasores que conquistaram vantagem. Os cinco reis tentaram fugir, mas haviam enormes poços de alcatrão naquela região e os reis de Sodoma e Gomorra pereceram no pântano.
       Os reis vitoriosos viram a sua oportunidade. Caíram sobre Sodoma e Gomorra, matando e pilhando à medida que avançavam. Lot foi capturado durante a batalha em Sodoma e foram-lhe roubados todos os seus pertences.
       Um homem que escapara do caos veio dar a notícia a Abraão: “O vosso sobrinho foi gravemente ofendido! Foi roubado e feito prisioneiro! Certamente ireis em seu auxílio!”
       Rapidamente, Abraão reuniu os seus próprios homens para lutar. Eles atacaram o inimigo de noite e derrotaram-no de forma retumbante.
       Os reis vieram para celebrar a vitória de Abraão: “Salvastes-nos! Recuperaste toda a riqueza que havíamos perdido” – gritaram eles. Riram, beberam e divertiram-se.
Porém, Abraão não se sentia eufórico com a vitória. A desilusão obscurecia a sua vida. “Continuo sem ter um filho” – suspirou.
       Então, ouviu o murmúrio da voz de Deus: “Vem cá fora. Olha para as estrelas no céu e tenta contá-las. A tua família irá crescer e crescer até existirem mais pessoas do que estrelas”.
       Abraão confiou em Deus e, por este facto, Deus aceitou-o.

Querido Deus,
ajudai-me a aprender a confiar em Vós

Mónica Aleixo, in Boletim Voz Jovem, Outubro 2010.

sábado, 30 de outubro de 2010

A lição da CRIANÇA sobre o amor!

       Numa sala de aula, havia várias crianças.
       Quando uma delas perguntou à professora:
       - Professora, o que é o amor?
       A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor.
       As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse:
       - Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.
       A primeira criança disse:
       - Eu trouxe esta flor, não é linda?
       A segunda criança falou:
       - Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.
       A terceira criança completou:
       - Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha?
       E assim as crianças foram se colocando.
       Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo. Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido. A professora se dirigiu a ela e perguntou:
       - Meu bem, por que você nada trouxe?
       E a criança timidamente respondeu:
       - Desculpe, professora. Vi a flor e senti o seu perfume. Pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse pôr mais tempo. Vi também a borboleta, leve, colorida. Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas, ao subir na árvore, notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho. Portanto professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho. Como posso mostrar o que trouxe?
       A professora agradeceu a criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora à única que percebera que só podemos trazer o amor no coração.

Autor desconhecido, in Nova Civilização.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Quase que vendi Deus

       Alguns anos atrás, um sacerdote mudou-se para Houston, Texas, nos Estados Unidos. Poucos dias depois ele subiu num ônibus para ir até o centro da cidade. Quando sentou, contou o troco e verificou que o cobrador tinha dado a ele uma moeda de 25 centavos a mais. Enquanto viajava, ia reflectindo sobre o que deveria fazer, e chegou a conclusão.
       - Esquece o assunto: afinal são apenas 25 centavos. Quem vai se preocupar com tão pouca quantidade de dinheiro? Fica com a moeda e aceita-a como uma dádiva de Deus.
       Porém, quando chegou ao deu destino e se apressava para saltar do autocarro, pensou novamente, parou e se voltou para o cobrador: 
       - Tome, o senhor me deu uma moeda de 25 a mais.
       O cobrador, com um sorriso respondeu.
      - Sei que o senhor é o novo padre da paróquia. Eu estava pensando em voltar para a Igreja e quis fazer um teste: O que o novo padre fará se eu der o troco errado.
       O sacerdote desceu do autocarro e pensou:
      - Oh meu Deus, por muito pouco te vendo por 25 centavos!

“Histórias que Evangelizam” – Gilberto Gomes Barbosa – Obra de Maria, in Almas Castelos.